Debbie Reynolds era a Dama de Hollywood e uma estrela que o céu ganhou

Debbie Reynolds era a Dama de Hollywood e uma estrela que o céu ganhou

2016. Um dos anos mais desgraçados das últimas décadas. Em meio a todas as perdas, esse com certeza está próximo do topo do pior, indo de conflitos com o Estado Islâmico pelo mundo até aos artistas que perdemos.

Há dois dias de finalmente acabar, 2016 nos surpreendeu, mais uma vez com uma notícia triste. O anúncio do falecimento da atriz Debbie Reynolds, aos 84 anos, foi feito na noite desta quarta-feira, 28 de dezembro, um dia depois da morte da sua filha, Carrie Fisher.

Carrie, 60, que se eternizou como a Princesa Leia em “Star Wars”, sofreu um ataque cardíaco no último dia 23, a bordo de um avião, e não resistiu no hospital. Sua mãe, que até então não tinha nenhum problema de saúde levado a público, sofreu um AVC na tarde desta quarta e também não sobreviveu no hospital.

O mundo perdeu duas grandes luzes de Hollywood, o brilho dos cinemas nunca mais será o mesmo sem essas duas mulheres incríveis e isso não há dúvidas.

Por mais duro que seja dizer adeus, temos que agradecer pela oportunidade de termos conhecido Carrie e Debbie, mesmo que só pelas telas, ainda assim elas fizeram parte de gerações e nunca serão esquecidas.

Debbie Reynolds

Mary Frances “Debbie” Reynolds nasceu no dia 1 de abril de 1932, filha de Maxine née Harmon; 1913–1999) e Raymond Francis Reynolds (1903–1986), em El Paso, no Texas.

Debbie foi casada três vezes, mas só teve filhos no primeiro, com o cantor Eddie Fisher, em 1955: Carrie e Todd Fisher. Mas o casal não durou muito tempo junto e, 4 anos depois, Debbie pediu divórcio de Eddie.

Isso porque ela descobriu que o marido tinha um affair com uma das suas amigas, ninguém menos que Elizabeth Taylor.

A história causou um escândalo tão grande na época que Eddie perdeu um contrato e teve seu programa de televisão cancelado.

Aos 7 anos, sua família se mudou para Burbank, California, em 1939, onde as portas começariam a se abrir para ela. Com 16 anos, Debbie venceu seu primeiro concurso de beleza, o Miss Burbank, enquanto ainda estudava na escola local. Pouco tempo depois, sua beleza conquistou muita gente e ela conseguiu um contrato com a Warner Bros, onde adquiriu seu novo nome, “Debbie”.

Logo depois de assinar, ela recebeu apenas um papel secundário, em “June Bride” de 1948, seu filme de estreia. Sua atuação foi tão excelente que tudo mudou em 1952, quando contracenou “Dançando na Chuva” (Singin’ in the Rain) ao lado de Gene Kelly.

Nascia uma Estrela de Hollywood

Ao contrário de muitas atrizes, Debbie começou sua carreira nos cinemas com musicais, por volta da década de 50, quando estreou seus maiores sucessos.

O dueto “Aba Daba Honeymoon”, com Carleton Carpenter foi uma das suas primeiras composições, feita para o filme “Two Weeks with Love”, de 1950, e foi a terceira música de maior sucesso no ano seguinte.

Mas sua fama começou a ganhar poder depois de aceitar o papel mais importante da sua carreira: interpretar Kathy Selden, estrela de “Cantando Na Chuva” (Singin’ in the Rain), de 1952.

O filme ocupa a primeira colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006 e rendeu a Donald O’Connor um Globo de Ouro.

Sua gravação da música “Tammy”, para o filme “A Flor do Pântano”, ganhou um Disco de Ouro e foi o single mais vendido por uma cantora em 1957, ficando por 5 semanas no primeiro lugar do ranking da Billboard.

Foi só em 1959 que ela finalmente se entregou para a carreira de cantora e gravou seu primeiro álbum, simplesmente chamado “Debbie”.

Algum tempo depois, a atriz e cantora gravou um álbum natalino, o último antes de voltar pros cinemas e encarar as séries. Confira alguns dos seus maiores trabalhos:

“Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain)”

Debbie estrelou ao lado de Gene Kelly no musical icônico de 1952, que inclusive conseguiu uma nomeação ao Oscar.

“Behind the Candelabra”

Reynolds interpretou Liberace, a mãe de Michael Douglas, no filme da HBO de 2013.

“A Conquista do Oeste (How the West Was Won)”

Aqui ela fez parte de um elenco de estrelas, que contava com grandes nomes do cinemas como Gregory Peck, Henry Fonda e Carroll Baker.

“As Damas de Hollywood (These Old Broads)”

Reynolds foi coadjuvante ao lado de Shirley MacLaine, Joan Collins e Elizabeth Taylor — essa que, mais tarde, iria ser o motivo do término do casamento da Debbie com o marido Eddie Fisher por causa de um affair.

“A Menina e o Porquinho (Charlotte’s Web)”

Debbie dublou a aranha que ajuda o porquinho Wilbur na animação infantil de 1973.

“Mother”

Nessa mistura de drama e comédia dr 1996, Debbie foi a carinhosa mãe de Albert Brooks, conquistando sua nomeação ao Globo de Ouro por Melhor Atriz em Comédia.

“Athena”

Debbie brilhou cantando e dançando no musical romântico de 1954.

“Bundle of Joy”

 

De 1956, Reynolds estrelou o musical de comédia ao lado do seu marido, Eddie Fisher. Sua atuação rendeu mais uma nomeação ao Globo de Ouro, dessa vez para Melhor Atriz.

“Connie e Carla – As Rainhas da Noite (Connie and Carla)”

Nesta comédia musical estrelada por Toni Collette e David Duchovny, Debbie fez uma rápida aparição que deixou tudo mais especial.

“Give a Girl a Break”

Foi neste musical, de 1953, que Debbie mostrou ao mundo suas incríveis habilidades dançando.

“Golden Girls”

Em 1991, Debbie apareceu no 17º episódio da sexta temporada da série.

“Um amor do outro mundo (Goodbye Charlie)”

Ao lado de Tony Curtis, Reynolds interpretou Charlie nessa comédia romântica de 1964.

“Franquia Halloweentown”

Nessa série de filmes do Disney Channel, Debbie interpretou a Vovó Aggie e foi um sucesso estrondoso.

“Hit the Deck”

Mais uma vez Debbie fez um musical ao lado de Jane Powell, em 1955, e marcou ainda mais sua fama em Hollywood.

“Será Que Ele É? (In & Out)”

Reynolds estrelou ao lado de Kevin Kline, Tom Selleck, Joan Cusack e Matt Dillon nessa comédia de 1997.

“Mary, Mary”

Mais uma vez, Debbie protagonizou uma comédia sobre separação em Nova York.

“A Gift of Love: The Daniel Huffman Story”

Em um dos mais emocionantes filmes da sua carreira, essa biografia inspirada na vida de Daniel Huffman foi aos cinemas em 1999 e mostrou Debbie como uma avó que tenta a qualquer custo ajudar seu neto a sobreviver depois que ele fica na espera por um transplante de rim.

“Como Agarrar Meu Ex-namorado (One for the Money)”

Um dos seus últimos trabalhos, de 2012, Debbie interpretou a vovó Mazur nessa comédia romântica.

“Will and Grace”

Finalmente, “Will e Grace”. O último da lista e um dos mais marcantes entre os seus mais recentes trabalhos. Aqui, Debbie interpretou a mãe da personagem de Debra Messing, a senhora Bobbi Adler. Sua atuação maravilhosa rendeu uma indicação ao Emmy de 2000.

São décadas e mais décadas de filmes, musicais e aparições que nunca serão esquecidos. Descanse em paz, Debbie Reynolds ❤️

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